

Os resultados dessas pesquisas estão presentes na mesa dos brasileiros, por meio de alimentos mais nutritivos e acessíveis (Foto: Aires Mariga / Epagri)
Em 2025, a Epagri celebra 50 anos de dedicação à pesquisa agropecuária , com destaque para sua contribuição no cultivo de duas culturas fundamentais para a alimentação dos brasileiros: o arroz e o feijão. Essa dupla tão presente no prato do dia a dia não é apenas tradição — ela também se complementa na nutrição. Juntos, arroz e feijão fornecem proteínas de boa qualidade e todos os aminoácidos essenciais, que são os “blocos de construção” usados pelo nosso corpo para formar músculos, tecidos e outras estruturas importantes para a saúde e o bem-estar.
Esses grãos têm sido foco de constante inovação científica e tecnológica por parte da Epagri, empresa do governo de Santa Catarina. Os resultados dessas pesquisas estão presentes no campo — com lavouras mais produtivas e sustentáveis — e também na mesa dos brasileiros, por meio de alimentos mais nutritivos e acessíveis.
Desde a década de 1970, a Epagri investe no melhoramento genético, no manejo sustentável e no desenvolvimento de cultivares adaptados às diferentes condições de solo e clima de Santa Catarina. De acordo com o presidente da empresa, Dirceu Leite, as tecnologias geradas ao longo dessas cinco décadas vêm contribuindo para o aumento da produtividade, a redução do uso de insumos químicos, a elevação da renda dos agricultores e a garantia da segurança alimentar no país.
Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil e o líder nacional em produtividade. Segundo dados da Epagri/Cepa, em 50 anos a média de produção deste cereal no estado passou de 2,2 toneladas por hectare para mais de 8 toneladas. Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Reney Dorow, esse avanço é resultado direto da pesquisa conduzida na Estação Experimental de Itajaí (EEI), responsável pelo lançamento de 32 cultivares de arroz — em média, um novo cultivar a cada dois anos.

Entre os destaques recentes está o SCSBRS 126 Dueto , desenvolvido em parceria com a Embrapa, e o SCS127 CL. Na safra 2024/25, o Dueto demonstrou excelente tolerância a variações climáticas extremas na fase reprodutiva e superou 12 mil quilos por hectare nas Unidades Demonstrativas da Epagri, posicionando-se entre os mais produtivos do estado. O SCS127 CL traz na sua genética a resistência a herbicidas, facilitando o manejo da lavoura no combate a plantas daninhas.
De acordo com a Epagri/Cepa, o cultivo do arroz envolve mais de 30 mil famílias catarinenses, em uma área estável de cerca de 145 mil hectares. A cadeia do arroz movimentou R$ 2,1 bilhões em 2022/2023, representando 9,4% do Valor da Produção Agropecuária do estado.
O feijão, além de ser um alimento fundamental à dieta nacional, possui grande relevância social. Segundo o IBGE, cerca de 70% da produção nacional vem da agricultura familiar, o que torna a pesquisa pública um instrumento decisivo de justiça social e sustentabilidade no campo.
A Epagri conduz seu Programa de Melhoramento Genético de Feijão no Centro de Pesquisa para a Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, com foco em desenvolver e disponibilizar cultivares mais produtivos, estáveis e adaptados às condições locais. O programa irá lançar mais dois cultivares em 2026 — uma de feijão-preto e outra de feijão-carioca — e passará a ter em seu portfólio seis cultivares pretos e quatro cariocas. Dentre as características desses materiais estão o alto rendimento no campo, resistência a doenças e tolerância a mudanças climáticas.

Com essas novas sementes, os agricultores conseguem reduzir custos com insumos e aumentar a produtividade, assegurando renda e dignidade às famílias agricultoras, especialmente as que têm menos acesso à tecnologia. O lançamento mais recente, o SCS208 Cronos , é um cultivar de feijão-preto com rendimento médio de 4 mil quilos por hectare, alta resistência à antracnose (umas das principais doenças do feijão) e excelente adaptação à colheita mecanizada.
“O uso de sementes melhoradas contribui para a estabilidade da produção em cenários de crise climática, garante o abastecimento interno de alimentos e fortalece a economia local, ajudando a conter o êxodo rural”, afirma Reney. “Além disso, o acesso gratuito ou a preços acessíveis a essas sementes promove autonomia produtiva e fortalece a soberania alimentar em regiões vulneráveis”, afirma o diretor.
As pesquisas da Epagri não se limitam ao melhoramento genético. A empresa também lidera iniciativas para o uso racional de água no arroz irrigado, incentivo à rotação de culturas com leguminosas, monitoramento com sensores e drones, além da qualificação da produção de sementes e da organização das cadeias produtivas.
Para o presidente Dirceu, essas ações promovem um modelo de produção agrícola mais justo, sustentável e rentável. “Após cinco décadas de trabalho, a Epagri reafirma seu papel como indutora do desenvolvimento rural sustentável. O legado construído com o arroz e o feijão é um legado de alimento na mesa, renda no campo e futuro para o Brasil”.
Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri: (48) 3665-5407 / 99161-6596
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