

Foto: Leo Munhoz / SECOM
O Teatro Álvaro de Carvalho (TAC) completou 150 anos neste domingo, 7, quando seu palco recebeu a noite de encerramento da programação que, ao longo da última semana, celebrou este século e meio de história. No total, entre o dia 2 e o dia 7 de setembro, o Teatro recebeu 2.245 pessoas, que prestigiaram os espetáculos que a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) organizou para festejar a data.
A noite do aniversário teve apresentações da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA) e do pianista Pablo Rossi, seguidas do cerimonial de parabéns ao TAC, com direito a bolo especialmente preparado para a ocasião. Em seguida, o público conferiu a apresentação da Orquestra Novo Alvorecer.
Programação
Ao longo de seis dias ininterruptos, o TAC recebeu em seu palco apresentações gratuitas de música, teatro e dança, com a participação de artistas e grupos que fazem parte da história do Teatro.
A noite de abertura das celebrações, que ganhou o nome de “TAC MEMÓRIA VIVA – História encenada e revelada”, teve a participação da Banda da Polícia Militar de Santa Catarina, que recebeu o público no palco do Teatro. Em seguida, a presidente da FCC, Maria Teresinha Debatin, a diretora de Arte e Cultura, Ana Candida Martinelli Neves, e a administradora do TAC, Rosemary Bodenmuller, subiram ao palco para falar sobre a importância da noite e apresentar ao público a marca comemorativa de 150 anos do TAC. O público ainda foi brindado com as apresentações da Associação Coral de Florianópolis; do Coro Masculino, com regência do maestro Giovanne Pacheco, que contou com a participação da soprano Claudinei Crescencio; e do Coral Estúdio Vozes.
Na quarta-feira, dia 3, foi a vez do espetáculo “TAC EM CANÇÕES – Vozes e ritmos da história”, com show de Sara Pacheco e Banda, e participação de Cleide Ammom e Daniel Zinho. Na quinta, dia 4, “TAC EM CONCERTO – A Música no Tempo” levou ao palco do Teatro a Camerata Florianópolis, com seu show em tributo à MPB.
Na sexta-feira, dia 5, o espetáculo “TAC EM MOVIMENTO – A dança em Cena” abriu com o show do pianista Alexandre Dietrich, seguido da apresentação de grupos de dança de Florianópolis. Ao longo da noite, passaram pelo palco o Grupo Dança Cigana, do Estúdio Silvia Bragagnollo; Grupo Folclórico Açorianos Independentes, idealizados por Sibele Holsbach Costa; Vivaz Grupo de Dança, de Simone Simon; Studio Cena de Dança, sob a direção da bailarina e coreógrafa Patrícia Sardá; e Revista Vedetes do TAC, do Studio Ale Gutierrez.
No penúltimo dia, sábado, o público conferiu a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA), que deu as boas-vindas, seguida da apresentação de grupos de teatro da Grande Florianópolis. Subiram ao palco o Grupo Independente, de Valdir Dutra; Teatro Sim… Por Que Não?!!!; Grupo Armação; Pegada Nagô (Solange Adão); Ação Zumbi; e Grupo Pesquisa Teatro Novo (GPTN).
Solidariedade
Além dos espetáculos, ao longo da semana a FCC aproveitou os festejos de 150 anos do TAC para estimular a solidariedade do público, que foi convidado a levar a doação de 1 quilo de alimento ou 1 litro de leite para serem entregues a instituições beneficentes. No total, foram arrecadados cerca de 600 quilos de alimentos e 70 litros de leite, que serão encaminhados à Creche Nossa Senhora da Boa Viagem, no bairro Saco dos Limões, e à Organização Voz do Bairro.

Sobre o Teatro Álvaro de Carvalho
O Teatro Álvaro de Carvalho teve sua pedra fundamental lançada em 29 de julho de 1857, mas a inauguração oficial só ocorreu em 7 de setembro de 1875. Mesmo antes disso, entre 1871 e 1872, o Teatro já era utilizado e tinha o nome de Santa Isabel – em homenagem à Princesa Isabel. A partir de 1894, o prédio foi batizado com o nome de Álvaro de Carvalho, tenente e comandante da Marinha Brasileira, considerado o primeiro dramaturgo catarinense. Álvaro de Carvalho foi uma personalidade relevante do cenário cultural, falecendo aos 36 anos em Buenos Aires. É patrono da Cadeira nº1 da Academia Catarinense de Letras, criada em sua homenagem.
O TAC teve, ao longo do tempo, diversos usos. Em outubro de 1893, o prédio foi designado como quartel da Guarda Nacional, opositora ao governo provisório da nova República do Brasil. Mais tarde, com a retomada do poder pelo Exército, muitos presos políticos do General Moreira Cesar foram levados e detidos no prédio.
O espaço foi, também, o lugar da primeira exibição de cinema em Florianópolis e, nos anos 1920 e 1930, o Teatro virou Cine Odeon e Royal.
Mágicos, ventríloquos, ilusionistas e telepatas também subiram ao palco do TAC em bailes oferecidos por governantes. Também ocorreram festas de aniversário e bailes de debutantes. Como houve tempos em que não havia cadeiras fixas, seu amplo salão era ideal para esses eventos. Reuniões políticas, leitura de manifestos, festivais beneficentes e até visitas de presidentes ocuparam o espaço.
Muito tempo se passou e, desde a década de 1970, o TAC é palco de espetáculos artísticos e culturais que celebram o melhor da produção catarinense. Atualmente, o espaço é administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), órgão do Governo do Estado.
O Teatro reabriu suas portas em março deste ano após uma ampla restauração, desde a reforma da parte elétrica até a troca das poltronas. “Celebrar 150 anos deste espaço cultural é honrar a memória de todos que o construíram e reafirmar seu papel como guardião da nossa identidade, da nossa arte e do nosso patrimônio cultural. É um lugar cheio de vida, que seguirá inspirando gerações e ganhando muitos aplausos”, destaca a presidente da FCC, Maria Teresinha Debatin.
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